O que fazer agora

As primeiras horas decidem a prova.

O que se faz logo depois do golpe é o que sustenta o caso depois. Não é preciso ter tudo pronto para procurar um advogado; é preciso registrar, por escrito, o que aconteceu enquanto está fresco.

Comunique o banco por canal que gere registro

Use e-mail, o Fale Conosco do site ou a Ouvidoria, não apenas o telefone. Declare por escrito que está contestando as operações e peça o bloqueio imediato da conta e dos cartões. Guarde todo número de protocolo, com data e hora.

Registre boletim de ocorrência

O B.O., presencial ou eletrônico, documenta a data, a dinâmica do golpe e o prejuízo. É peça que ampara tanto a esfera cível quanto a criminal.

Preserve tudo

Prints das telas, mensagens, e-mails, números de telefone, comprovantes das transferências, horários. Não apague conversas com o golpista. Cada elemento ajuda a mostrar a anomalia da operação.

Formalize a reclamação com fundamento

Ao reclamar, aponte as duas falhas: a de não identificar e barrar operações incompatíveis com o seu padrão, e a responsabilidade objetiva do banco pelo defeito na prestação do serviço.

Registre no Banco Central e no consumidor.gov

A reclamação nos canais oficiais cria trilha adicional e, muitas vezes, provoca uma resposta formal da instituição, que passa a integrar o conjunto probatório.

Reúna o relato e procure orientação

Organize o que aconteceu em ordem cronológica, com os documentos, antes de decidir os próximos passos. Com o relato pronto, a análise do caso é mais rápida e mais precisa.

Roteiro de relato

Conte o que aconteceu, com calma, por escrito.

Antes de qualquer contato, responda para si mesmo: o que aconteceu, em que datas e horários, quais valores e para quem foram, o que o banco fez e deixou de fazer, e quais provas você já tem em mãos. Esse relato é o ponto de partida da análise.